Rosalía Seduz o Fado Português

By: Carolina

Rosalía Seduz o Fado Português
Preparem os suspiros – Rosalía, a víbora ruiva do flamenco, acabou de acender uma tempestade luso-ibérica ao cantar fado em português nativo, e o público está dividido da forma mais quente possível. “Portugal e Espanha são irmãos de sangue; a união musical deles é arte pura”, proclamou um espectador no concerto, respondendo aos críticos que gritam roubo cultural. A sua actuação recente em Lisboa – Rosalía num vestido de renda preta transparente, voz como fumo de veludo – tem fãs a derreterem com a saudade que ela arrancou directamente das suas gargantas. É o pico da fusão em 2025: o swagger Motomami de Rosalía colidindo com a melancolia taverneira de Portugal. Imaginem-na a trocar capas por estampados de azulejos, licks de guitarra a ecoarem ritmos antigos de rotas das especiarias. Os detratores? Eles perdem o ponto – isto é solidariedade sexy, não apropriação. A energia de “Despechá” encontra o coração partido de “Comigo é que não”, gerando canções que vos fazem querer dançar até ao amanhecer no Bairro Alto. Para o orgulho português, é uma validação: o fado, outrora sussurrado em cantos enfumados, agora desfila em palcos globais. Rosalía não está a invadir; está a seduzir – provando que as eras ibéricas se entrelaçam como membros de amantes. Rumores de uma digressão de seguimento têm bilhetes a evaporar mais rápido que um caso de verão. Este texto é uma peça de opinião criativa inspirada na estética e no impacto cultural de Rosalía

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