Ela é a bomba brasileira que faz a noite lisboeta pulsar: Luísa Sonza, 27 anos, feroz sem remorsos, acabou de incendiar a Vogue Portugal com a capa de dezembro. "Quando a moda vira pressão, regra ou rótulo, não cabe mais no que eu acredito", diz ela, com aquela sensualidade crua de pós-término que a transforma na It-Girl da fusão luso-brasileira. No meio da loucura no X sobre a sua tour "deplorável" em Portugal (fãs em êxtase, haters a ferver), Sonza abre o jogo sobre o LS4: escolheu a dedo os colaboradores que "vibram com a música", prometendo faixas que pingam calor tropical e striptease emocional.
Isto não é só pop – é a evolução dos anos 2020 da herança musical portuguesa, onde a melancolia do fado se encontra com o balanço do reggaeton. O concerto dela em Amadora ecoa os palcos desafiadores de Amália Rodrigues nos anos 50, mas com luzes LED e fendas até à coxa. Sonhos de colab? Imagina ela com a Mariza: vozes roucas sobre drops de baixo, evocando encontros a meia-noite no Alfama. Os utilizadores do X estão obcecados, com #LuisaSonzaVogue nos 50 mil+ de menções – a debater se os teasers de 30 segundos são provocação ou vitória.
Para as almas portuguesas que anseiam por esse fogo que borra fronteiras, Sonza é a rebelião sexy da era: body-positive, que empurra limites e é brutalmente honesta. Entra no mundo dela – onde as roupas abraçam como amantes – e sente o pulsar de uma geração que reescreve o romance.